Um incêndio no porão da Escola Estadual "Caetano Petráglia", no Bairro Cidade Nova, assustou os pais de cerca de 370 alunos de 1ª a 4ª séries, na manhã de ontem. O fogo começou às 9h40, sob uma das 12 salas existentes na unidade de ensino. Uma funcionária viu a fumaça negra subir pelo assoalho de madeira e avisou à direção. As crianças que estavam em aula, foram retiradas às pressas e levadas ao pátio da escola. Os Bombeiros foram chamados e os soldados tiveram que arrebentar o chão de duas salas para levar as mangueiras de água à origem das chamas. Não houve feridos.
O fogo começou no porão da escola, sob uma sala de aula com 30 alunos. Antes mesmo de os Bombeiros entrarem em ação, o prédio foi esvaziado por funcionários e professores. "Todos os profissionais da Rede Estadual de Ensino são orientados a fazê-lo em caso de suspeita de incêndio. Só depois que todos estão seguros é que contamos o que aconteceu. Enquanto isso, acionamos os Bombeiros e comunicamos aos pais", informou Ivani Marchesi, dirigente regional de ensino, que esteve na escola pouco depois da chegada dos Bombeiros (leia texto de apoio).
No ponto de origem do fogo, os militares encontraram carteiras escolares sem uso, livros, cadernos e fichas escolares. "A estrutura era subdividida em cinco compartimentos com apenas 1,10 metros de altura. A primeira coisa que fizemos foi evitar que as chamas chegassem às salas de aulas e outros ambientes. Enfrentamos dificuldades porque, como em todo o espaço confinado, a quantidade de calor e fumaça era grande", disse Victor Manuel de Mattos Andrade, subtenente dos Bombeiros.
Os motivos do incêndio ainda são desconhecidos. Peritos da Polícia Científica estiveram no local e um laudo com as possíveis causas deve ser divulgado em 30 dias. Na tarde de ontem, a diretora da escola, Dora Bordignon, conversou com a reportagem, mas não quis gravar entrevista. As aulas do período foram canceladas. Para ela, o fogo foi provocado por um curto-circuito na fiação elétrica. "Esta construção tem quase 80 anos e muitos problemas de estrutura. Já havíamos comunicado (preocupação com a fiação elétrica) à Secretaria Estadual de Educação e esperávamos uma resposta. É a primeira vez que uma coisa assim nos acontece", disse.
Quanto à segurança do estabelecimento, o subtenente Victor afirmou que no local existem os equipamentos adequados. No entanto, ele fez uma ressalva. "Não deveria haver materiais inflamáveis nos porões. Mandaremos um ofício à diretora para que ela procure um local adequado para guardá-los, porque em uma situação como essa as chances de propagação das chamas são grandes", finalizou ele. Um boletim de ocorrência foi registrado no 1º DP e um inquérito deve ser aberto para apurar o caso.
NA VIZINHANÇA Durante a ação do Corpo de Bombeiros a Rua Santos Pereira teve de ser interditada. Três viaturas - uma unidade de resgate, outra para apoio e um caminhão autobomba - foram deslocados ao local. A intensa movimentação chamou a atenção de vizinhos e curiosos. Nas casas ao redor da escola, os moradores contavam com entusiasmo o que viram. "Primeiro sentimos um cheiro forte de queimado e ouvimos as crianças brincando fora de hora. Quando olhamos, vimos a fumaça no meio do prédio. As sirenes confirmaram a suspeita de que a escola estava pegando fogo", disse uma aposentada de 78 anos.
Devido à fumaça e ao forte cheiro de queimado, as aulas foram suspensas na tarde de ontem, mas serão retomadas hoje.
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