Franca e Região: Geral

< Voltar



Comércio da Franca - 10/3/2010 09:54:09
Aulas voltam ao normal depois de incêndio



A rotina na Escola Estadual “Caetano Petráglia”, no Bairro Cidade Nova, começou ontem a voltar ao normal. Na segunda-feira pela manhã, um incêndio no porão da unidade assustou pais, alunos e funcionários. As crianças foram tiradas às pressas e as aulas suspensas. Ontem, houve expediente escolar nos dois períodos (manhã e tarde) sem imprevistos, apesar da desinformação dos pais que levaram seus filhos até a porta da escola. Na instituição, estudam 370 alunos de 1ª a 4ª série do ensino fundamental.

No horário do almoço, entre a saída do período da manhã e entrada dos alunos da tarde, a equipe de reportagem do GCN Comunicação conseguiu entrar na recepção da escola. Antes de ser expulsa pela diretora Dora Bordignon, a reportagem constatou que o cheiro de queimado dentro da unidade ainda persistia. Nos corredores, havia também inúmeros materiais como livros e cadernos amontoados em mesas e cadeiras e movimentação de pedreiros.

Uma funcionária da secretaria da escola que não quis se identificar disse que os alunos das salas danificadas foram transferidos para um salão, onde as aulas foram aplicadas sem prejuízos para os estudantes. A mesma funcionária não informou quantos alunos tiveram aulas em local improvisado durante a terça-feira.

Rude, a diretora Dora Bordignon se negou a conceder entrevista e pediu a retirada dos repórteres do local. “Tudo dentro da escola está normalizado. Os alunos estão tendo aula”, disse. No momento (por volta das 12h20), a diretora recebia a visita de dois supervisores da Diretoria Regional de Ensino que vistoriaram as dependências da escola e não quiseram falar com a imprensa. Dois outros funcionários da escola também estavam ao lado da diretora, que, para impedir a entrada dos repórteres no interior da unidade, abriu os braços em sinal de pare. “Vocês não podem entrar aqui. Não podem fazer foto e nem adianta vir com esse gravadorzinho”, disse.

A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Educação informou que os reparos nas salas de aulas atingidas pelo fogo começaram em caráter emergencial e a liberação da escola para o funcionamento ocorreu com aval da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros. “Os bombeiros disseram que não tem perigo, mas as crianças estão com medo. Eles são pequenos e não têm noções de como lidar em caso de fogo”, disse Luciana Capel, mãe de um aluno.

Rita Garcia, mãe de uma menina de 7 anos, disse que se sentia insegura em deixar a filha na escola um dia após o incêndio. Ela tentou entrar na escola e obter mais informações sobre o horário de aula e as condições da escola, mas foi impedida pela direção. “Nem por telefone eles atendem. A escola é boa, mas não passa informações. As crianças estavam com medo de retornar, minha filha me perguntou se poderia pegar fogo na escola de novo”.

A assessoria de imprensa da Secretaria disse que a direção negou ter proibido os pais de entrarem na escola e que a entrada dos repórteres na escola precisa primeiro ser autorizada pela Secretaria Estadual. Ontem, a dirigente regional de ensino Ivani Marchesi não pode atender a imprensa para falar sobre o dia de aula na Escola “Caetano Petráglia”.

O INCÊNDIO
O fogo na Escola Estadual “Caetano Petráglia” começou no porão de uma das 12 salas existentes na instituição na manhã de segunda-feira. Uma fumaça escura, que subia o assoalho de madeira, foi detectada por uma funcionária que avisou a direção e acionou o Corpo de Bombeiros. No ponto de origem do fogo, os bombeiros encontraram carteiras escolares sem uso, livros, cadernos e fichas escolares. A causa do incêndio ainda é desconhecida, mas existe a suspeita de curto-circuito na fiação elétrica.

Poucos professores aderem à greve

A greve dos professores da rede estadual de ensino não ganhou força ontem, como era esperado pela Apeoesp ( Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo) de Franca. Pela manhã, a reportagem do GCN Comunicação entrou em contato com 15 escolas da cidade e apenas em duas havia paralisação total dos professores (“Ana Maria Junqueira” e “Evaristo Fabrício”). Em outras quatro (“Lydia Rocha”, “Otávio Martins”, “Orlik Luz” e “Pedro Nunes Rocha”) a adesão era parcial e as demais funcionavam normalmente, segundo informações das secretarias das unidades.

Ontem, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estadual de Educação disse que as escolas funcionaram normalmente, com pouca adesão dos professores. Em nota, a secretaria disse também “que a tentativa de greve é um movimento político, inimigo da educação de São Paulo e contrário até mesmo aos interesses dos próprios professores”.

O diretor estadual da Apeoesp, Luiz Gonzaga, disse que ontem visitou 50 escolas estaduais existentes em Franca e região. “No total 30 aderiram a greve (parcialmente) e 20 estão fechadas. São quase 1800 profissionais da educação parados”, disse Gonzaga, sem revelar quais unidades estariam com aulas suspensas. Na quinta-feira, dia 11, haverá um manifesto às 8 horas com os profissionais da educação na Concha Acústica, do Centro.



       

Outras Notícias


Tempo seco reduz número de escolas em Desfile
Cresce em Franca o índice de mortalidade infantil
Fazer o pré-natal é importante
Designer busca performance na tecnologia italiana
Política: “Unidos por Franca” abre as portas neste sábado
Sinsaúde realiza posse festiva para nova diretoria
Calçadistas apresentam reivindicações para governáveis
Projeto quer combater uso de álcool, droga e tabaco
Sede Ciesp Franca terá postos da Jucesp
CPFL - Mudança no pagamento de conta gera queixas

Leia notícias