A armadora Adrianinha busca a liderança do Campeonato Italiano, defendendo o time do Faenza, mas a jogadora também está atenta na seleção brasileira. Ela é a única de Franca atualmente com grandes chances de ser convocada para o Mundial de Basquete Feminino na República Tcheca e se mostrou surpresa com a recente contratação de um técnico espanhol para comandar o Brasil na competição.
Em entrevista por e-mail, a jogadora comentou que está à disposição da seleção brasileira e, sem criar polêmica, deu sua opinião sobre a decisão da gerência da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) em contratar o espanhol Carlos Colinas, que até ser contratado agora só tinha comandado seleções juvenis. "Nunca imaginei um dia ir para a seleção brasileira e encontrar um técnico espanhol, inicialmente parece estranho."
A jogadora, que comentou estar passando bastante frio neste período de inverno na Itália, lamentou a saída de Paulo Bassul. "Fico triste com a saída do Paulinho. Acho ele um ótimo técnico, que entrou num momento de transição da seleção feminina e não teve tempo necessário para finalizar seu trabalho", analisou a armadora, lembrando que o esporte passa por uma mudança de geração no time, após a aposentadoria de Janeth.
Segundo Adrianinha é difícil mudar a tendência de "internacionalização" nos cargos de comando de times. "Parece que hoje em dia é muito normal essa situação." Na seleção masculina a CBB tinha Moncho Monsalve, espanhol, e para este ano contratou o argentino Rubén Magnano.
A CBB ainda não divulgou o calendário de preparação da seleção feminina para o Mundial, que acontece de 23 de setembro a 3 de outubro. No Grupo C, o Brasil encara Coreia do Sul, Espanha e Mali.
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